Na teologia medieval, o riso é reconhecido como próprio do homem, mas em geral censurado sob o argumento de que Jesus não teria rido em sua passagem pela vida terrena. O ser humano é ambíguo: é o único animal capaz de rir, e neste sentido, superior aos demais animais; mas é inferior em relação à divindade – que não ri. Nessa perspectiva, o humor tende a profanar o sagrado. NO FUNDO DO NOSSO SER, RIMOS DOS NOSSOS MEDOS E DAS NOSSAS CRENÇAS.
Durante os séculos, o riso admitiu diversas formas de atuação e interpretação, funcionando como uma espécie de armadura, defesa social... Mas não seria também uma espécie de defesa/ataque da alma? Talvez sim, porque nem sempre quando sorrimos como forma de expressão exterior, deixamos transparecer (demonstramos) todos os medos, crenças, anseios, dores e gritos que se escondem, adentram, embrenham-se dentro de nossos mais temidos e profundos pensamentos, que por vezes, nos atormentam interiormente! Sim, atormentam constantemente! Talvez esteja aí também o grande papel do humor - questionar as verdades absolutas, as nossas próprias verdades, os dogmas e as autoridades que as encarnam. E, por esse mesmo motivo, o riso traz sempre dualidades, alegria e tristeza, alívio e dor, coragem e medo, amor e ódio.
Todas as vezes que reflito sobre essa capacidade reconhecidamente peculiar dos seres humanos, lembro de um animal bem interessante - a hiena. Isso porque a hiena sempre teve uma reputação terrível. Acreditava-se que a sua gargalhada durante a noite seria a transcrição da risada de um homem colocando armadilhas fatais aos viajantes que passavam. Acreditava-se também que se a sombra de uma hiena caísse sobre a de um cão, este ficaria mudo e paralisado. Diziam que a hiena era a encarnação de espíritos de feiticeiros. É um animal sem quaisquer atrativos, tendo os dentes mais afiados de todos os carnívoros terrestres, suficientemente fortes para triturarem ossos. Sendo comedora de cadáveres, ela limpa o terreno, devorando todos os corpos que encontra no caminho.
Pois é, talvez essa minha lembrança seja inconscientemente a tradução dessa característica devoradora da hiena, com seus grandes maxilares e seus largos e afiados dentes, capazes de dar uma “gargalhada” que exterioriza toda a expressão e ambiguidades que o riso provoca. Por isso, façamos como as hienas, coloquemos para fora, expulsemos, com um belo e lindo sorriso, todas as nossas alegrias, medos, vontades, pensamentos, desejos, dores..............
Leandro Chamma - 02/07/2009
"Ciumenta"
Sai dessa paranónia
De dizer que tenho outra
Porque assim
Você vai ficar louca
É uma barra
O teu ciúme possessivo
Nunca por fé
Naquilo que eu digo
Me liga toda hora pra saber
Com quem é que eu estou
No futebol com os amigos
Ou em qualquer lugar que eu vou
Ciumenta
Pára de ser
tão ciumenta
Desse jeito
Nenhum homem
Te aguenta
Ah,eu já nem sei o que fazer
Ciumenta
Pára de ser
tão ciumenta
Desse jeito
Nenhum homem
Te aguenta
Se liga
Ou você vai me perder
[César Menotti e Fabiano]
Larga tudo e vem correndo
Vem matar minha vontade
Já faz tempo que eu to sofrendo
Mereço um pouco de felicidade
Larga tudo e vem correndo
Pra eu mergulhar no teu sorriso
Me arranca desse inferno
Me leva pro seu paraíso
Eu não desisto do que eu quero
Mas não me desespero
Te espero
Na tarde quente ou madrugada fria
Na tristeza ou na alegria
Ficar sozinho não rola mas amor não se implora
Nem se joga fora
O amor a gente conquista e não a quem desista
Se o coraçao chora
Chora com vontade de te ver
Chora com saudade de você
Chora as vezes eu nem sei porque
Deve ser de tanto te querer
Iêêêêê
De tanto amar você
[Jorge e Matheus]
Não era pra você se apaixonar
Era só pra gente ficar
Eu te avisei,meu bem eu te avisei
Você sabia que eu era assim
Paixão de uma noite que logo tem fim
Eu te falei,meu bem eu te falei
Não vai ser tão fácil assim
Você me ter nas mãos
Logo você que era acostumada
A brincar com outro coração
Não venha me perguntar
Qual a melhor saída
Eu sofri muito por amor
Agora eu vou curtir a vida
Chora, me liga,implora
Meu beijo de novo
Me pede socorro
Quem sabe eu vou te salvar
Chora,me liga,implora
Pelo meu amor
Pede por favor
Quem sabe um dia eu volto a te procurar
João Bosco e Vinícius
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!". Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabor
Dinheiro traz muitas coisas.Com ele podemos ter sapatos bonitos,edredons cor de rosa,chocolates,internet,gasolina (enfim, você entendeu).Dinheiro traz conforto, segurança,paga estudos,planos de saúde.Porém,existem coisas que o dinheiro não compra (e para todas as outras existe,hã,fecha parênteses)e essas sim são coisas de valor. Amigos, por exemplo,não se compra.Saúde,amor,dinheiro nenhum consegue isso.Porém,o dito cujo (dinheiro, né :P) ajuda a proporcionar pequenos momentos felizes.Um sorvete com as amigas num final de tarde,um livro com uma história linda,um novo corte de cabelo que te deixa maravilhosa.Não importa o quanto você tem,e sim o valor que dá e como você usa. (Use com sabedoria!).
Artigo extraído da revista Capricho,ano 2008
Eu finalmente vou poder respirar (só um pouquinho,lógico)
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
[Fernando Pessoa]